Grandes Eventos de Otirawa

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Grandes Eventos de Otirawa

Mensagem por Admin em Seg Jan 12, 2015 2:12 pm

Iniciaremos aqui algumas sinopses sobre alguns eventos que marcaram o mundo de jogo.
avatar
Admin
Admin

Data de inscrição : 21/11/2013
Mensagens : 463
Pontos : 555
Reputação : 1
Localização : Goiânia - GO

http://jogoseafins.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Grandes Eventos de Otirawa

Mensagem por Admin em Seg Jan 12, 2015 3:40 pm

A ERA DO IMPÉRIO NEGRO DE SERDAS



Talvez a mais lembrada de todas as eras. Uma série de acontecimentos trágicos levou o mundo a uma era de trevas que jamais será esquecida...

ANTECEDENTES
Serdas era um reino fronteiriço de Fartuan, Hartuan e Trianis. De todos os reinos, era o mais destacado por ter sido fundado por uma linhagem nobre de Primus. O reino era bem desenvolvido, tanto culturalmente como militarmente. Serdas era centro de adoração para muitos, pois há muito erigiram um templo para todos os deuses, um panteão que reunia todos os deuses conhecidos, como o dos Anões e dos Elfos, bem como as variantes dos humanos. Sua força liderou a conquista de território em Otirawa, vencendo as poderosas forças élficas e eliminando de seu território a temida raça Orc.
No auge deste reino, o então Rei Soren tem um envolvimento extra-conjugal com uma de suas servas, Anika, com quem teve um filho bastardo. A princípio, a serva não queria revelar seu filho, fugindo do reino assim que sua gravidez poderia ser reconhecida, pois sabia que se a rainha descobrisse seria capaz de matar mãe e bebê juntos! Assim, Anika fugiu do palácio. Soren não sabia o motivo, e ordenou que seus soldados a encontrassem e a trouxessem. Quando enfim encontram a mulher, ela já havia tido seu filho, o qual batizou de Boldur. Por causa disso, a traição foi descoberta, e a rainha Ingelise pressionou o rei a matar a serva. Temendo que a revelação pública de um caso extra-conjugal pudesse manchar sua imagem pública, ele condenou Anika a morte por guilhotina. Porém, sentiu pena do bebê, e convenceu Ingelise a mantê-lo vivo, fazendo-o um serviçal do palácio. Assim, foi permitido que Boldur vivesse.
Com o tempo, Boldur cresceu. Foi-lhe ensinado que seus pais foram mortos, e que a família real o adotara como servo. Boldur nunca entendeu por que a rainha parecia odiá-lo, e o rei parecia evitá-lo. Mesmo assim, teve boa educação escolar e treinamento, como se fosse membro da família real. Ele passou a odiar a rainha Ingelise, por sempre fazer questão de o humilhar publicamente. Essa humilhação durou até a morte do rei Soren, e depois disso sua vida passou a ficar ainda pior! Ingelise não havia dado filhos a Soren. Por isso, ela toma posse do trono, sendo rainha absoluta. Porém, temendo que alguns dissidentes quisessem colocar Boldur no trono como legítimo herdeiro, resolve prende-lo e o condena a morte sem julgamento!
Sabendo que a rainha queria matá-lo, Boldur se torna um fugitivo. Foi então que conheceu Klint, um velho guerreiro dos tempos de Soren, que hoje se tornara um velho e amargurado bêbado. Ele reconhece Boldur, e reconhecendo os planos da rainha, revelou a Boldur seu passado. Isso causa uma reação forte no rapaz, que atacou Klint com fúria. Klint sobreviveu ao ataque, mas a ira de Boldur não cessava. Ele culpava os nobre de ter escondido sua origem e odiava seu pai por nunca ter feito nada para impedir as humilhações impostas pela rainha. Então parte de Serdas, com muita ira, jurando vingança. Um dia, ele iria cumprir sua promessa...
Amargurado, Boldur começou a viver na clandestinidade, roubando e vivendo em cavernas e florestas. Lá, ele conheceu Gorgoth, líder de uma comunidade de Orcs. Ele a início era um prisioneiro, mas conseguiu liberdade e amizade de Gorgoth. No período em que esteve com os Orcs, viu como eram poderosos e valentes, mas sem qualquer tipo de orientação estratégica. Apenas um bando de bárbaros furiosos, animais que seguiam o instinto. Boldur viu neles uma oportunidade. Não demorou muito para que ele e Gorgoth se aliassem para um plano maligno. Boldur prometeu treinar os Orcs para um combate, vingar-se da civilização humana e dar a Gorgoth o poder de um rei, e em troca queria o trono de Serdas, seu lugar de direito. O rei Orc aceita a proposta, e passam anos armando-se e treinando para uma grande guerra.
Outra raça, vendo a movimentação Orc e a liderança de Boldur, decide aliar-se a eles. Os Drows não se importavam com a humanidade. Tampouco queriam reinos para si. Mas seu profundo ódio pelos Elfos os levou a Boldur. Prometeram ajudar na guerra se Boldur desse a eles a cabeça dos reis Elfos. Boldur agarra a oportunidade, e logo a notícia se espalha a todas as comunidades Orcs e Drows. Para a humanidade em geral, Boldur sequer existia. Elfos também jamais desconfiaram da trama do filho de Soren. Qualquer um que descobrisse era morto. O palco estava montado para a terrível tragédia que ocorreu depois.

A QUEDA DA DINASTIA DE SERDAS


Tudo aconteceu muito rápido e repentino. A rainha havia se casado novamente, e tinha agora futuros herdeiros para o trono. Durante seu reinado, o povo sofreu com duros impostos e condições precárias enquanto a família real gostava de viver em excessos. Ainda assim, eram leais a família, e esperavam melhorias após a morte de Ingelise.
Boldur montou um grande exército, composto por Orcs de todas as etnias e Elfos Negros. O ataque ocorreu na madrugada, aproveitando a vantagem que estas duas raças tinham em ambientes escuros. Os portões de Serdas pouco adiantaram ante a força descomunal de Orcs raivosos, enquanto os Drows estudaram minunciosamente as fraquezas dos muros e usaram isso ao seu favor. Sem esperar tal ataque, a cidade não teve como se defender, e o que houve foi um banho de sangue. Todo tipo de atrocidade foi cometida, e o exército de Boldur continuava com fúria louca. Apenas uma coisa os fez parar naquela noite. Boldur aparece no topo do castelo, segurando a rainha ainda viva. Então fez um discurso para seu exército, onde mostrou que sua força fez cair o maior dos reinos daquela era. E que era hora deles tomarem o que era deles por direito! Boldur era eloquente e sabia encorajar seus novos aliados. O discurso terminou com Boldur degolando Ingelise, e segurando sua cabeça como prêmio, sendo ovacionado por Orcs e Drows. A rainha, seu marido e seus filhos foram exterminados naquela mesma noite. Em uma só noite Serdas e sua dinastia caíram.
Nos dias que se seguiram, Boldur reformou o Castelo, e se fez rei de Serdas. O próximo passo era fazer cair as principais cidades, e dar ao povo a oportunidade de seguirem-no de livre e espontânea vontade. Isso só fez aumentar o exército já poderoso de Orcs e Drows. Isso chamou atenção dos outros reinos. De início, preferiram não se envolver. Achavam que era um problema interno. Mal sabiam que Boldur não pararia com a queda da família real. Esse tempo de "paz" que recebeu o permitiu usar o conhecimento élfico dos Drows para criar uma poderosa arma: O Cetro da Escuridão. Esta arma era capaz de emitir raios mortais, além de conferir ao portador uma aura protetora. Outra novidade para o exército de Boldur foi a aquisição de Dragões Negros, espécie draconiana que Drows tinham facilidade de lidar. Com tanto poder em mãos, logo Boldur se lembraria de pagar a promessa que fizera a Gorgoth e aos Elfos Negros...

O IMPÉRIO NEGRO
Não demorou muito para que Boldur atacasse outros reinos. Um a um, todos os reinos caíram ante o poder de seu exército. Boldur fazia questão de humilhar seus deuses, mostrando que eles nada iriam fazer para impedir seu avanço. Templos foram queimados, sacerdotes empalados, etc. Muitos reis tiveram que fugir, e os que não conseguiram ou foram executados ou exilados. Em seu lugar, Boldur colocou seus aliados. Gorgoth se tornou senhor de Hartuan, e outros Orcs e Drows também ocuparam o trono dos reis. Todos, obviamente, seriam reis vassalos de Boldur. A aliança com os Drows deu a Boldur conhecimento sobre os Elfos, e muitos dos seus segredos. E ele não esquecera o pedido deles. Até então, nem Anões e nem Elfos se envolveram nas "guerras humanas" das quais achavam não fazer parte. Os Elfos, em especial, teriam amargo arrependimento disso.
Boldur organizou um grande exército, e marchou até as fronteiras élficas. Alguns Drows, no entanto, guardando algum vestígio de bom senso, instaram para que o Reino Élfico não fosse destruído. Eles sabiam o porque dos Elfos guardarem aquela passagem. Boldur, no entanto, agiu de artimanhas para pagar o preço que os Drows haviam pedido. Reunindo seu exército na frente do reino, matando todos os elfos que encontrava pelo caminho e empalando suas cabeças nas estradas, tomou a frente e fez uma proposta obscena: Ele deixaria os elfos e seu reino em paz, se lhe trouxessem numa bandeja a cabeça de seus reis. E lhes deu dois dias para decidirem. Acuados, e com um forte senso de responsabilidade para com os elfos que lá viviam, os reis sacrificaram-se, e suas cabeças foram entregues aos Drows. Assim, o reino foi deixado em paz. A morte destes reis é lamentada pelos Elfos até hoje...
Assim, Boldur consolidou seu poder. Nada mais podiam fazer. Anões protegeram suas tocas, mas nada adiantou. Muitos tesouros foram saqueados, e eles tiveram que render-se ao Império Negro para não serem exterminados.

ARKHAN



Fartuan, que era um reino vizinho de Serdas, foi um dos primeiros a serem atacados. Vendo o erro de terem subestimado Boldur, o rei Ainon resolve contra-atacar. Porém, a cada batalha ele percebia que isso não seria fácil. Preocupado com uma possível derrota e ter sua família o mesmo destino que a família real de Serdas, pede para que uma comitiva proteja seu filho, o príncipe Damien e sua esposa, e fujam para que sua descendência possa ser poupada. Com dor no coração, Damien parte. Tempos depois, Fartuan cai ante o poder do Império Negro. A esposa do príncipe estava grávida, e teve seu bebê enquanto era refugiada. Deu-lhe o nome de Arkhan.
Boldur sabia muito bem da existência de Damien, e ordenou que fosse caçado e morto. Durante algum tempo,o príncipe e seus associados conseguiram escapar, escondendo-se em cavernas e túneis. Mas um dia, quando Arkhan tinha seis anos de idade, um grupo de Drows encontraram o esconderijo de Damien. A princesa esconde seu filho, e sai de perto dele para que não visse o que ia acontecer. Arkhan ouviu sua família ser morta, enquanto estava escondido, e nada poderia fazer. Os Drows levaram a cabeça de Damien e sua esposa como troféu, deixando os corpos para trás, sem saber da existência do garoto. Arkhan estava só.
Vagando sem rumo pelas florestas e estradas, encontrou um templo destruído. Haviam muitos corpos, mas alguém estava vivo. Um velho monge, chorando a morte de seus amigos. Vendo a criança desamparada, resolve cuidar dela. O monge era membro da corte real, e reconheceu em Arkhan o rosto do príncipe Damien. Então, usa seus conhecimentos para treinar o rapaz para batalhas e o ensina história e outros conhecimentos dignos de um rei. Uma história, em especial, viria a chamar grande atenção do jovem príncipe: As Gemas da Tempestade.
Arkhan cresceu, protegido pelo Monge. Começou a se perguntar onde estas gemas estariam. Afundaram com a ilha ou foram levadas a Otirawa? O Monge então revela que as gemas estavam entre o tesouro real de Fartuan, protegida em uma masmorra para que nunca mais fossem usadas para o mal. As gemas poderiam mudar o curso da guerra. Sabendo disso, Arkhan não teve dúvidas. Precisava recuperar as gemas, antes que algum dos lacaios de Boldur o fizesse. Mas não poderia fazer isso sozinho. Então, parte para a terra dos Elfos, para tentar convencê-los a ajudá-lo a derrubar o Império Negro.
A viajem foi difícil, e com muita relutância os elfos aceitaram que ele entrasse em suas terras. Arkhan explica seu plano, e fala que as Gemas podem por fim a guerra. Os elfos ficaram relutantes, mas almejavam vingar-se pela morte dos Reis Elfos. O risco, no entanto, era muito grande. Sem uma garantia, os elfos não iriam apoiar o jovem príncipe. Mas um elfo destacado, Valandil Númenessë, resolve acompanhar Arkhan para ajudá-lo no que fosse necessário.
Ambos viajam até Fartuan, onde Valandil conhecia uma comunidade de Anões. O local estava sendo guardado por soldados Drows, que escravizaram os Anões. Numa batalha intensa e usando de muita estratégia, Arkhan e Valandil conseguem tirar o jugo opressor dos Drows sobre os Anões. Agradecidos, resolvem apoiar o plano de Arkhan, se comprometendo a espalhar a notícia para outros reinos anões. Partindo de lá, um anão resolve acompanha-los. Ele era Rimerov, cuja família foi morta pelos soldados de Boldur e agora queria dar o troco. Agora era hora de achar os reis escondidos e montar um grupo rebelde.
Essa movimentação não passou despercebida por Boldur. Escolhendo seus melhores soldados, manda uma comitiva para assassinar Arkhan e assim eliminar o cérebro por trás de tudo. Uma armadilha foi tramada para que apenas o pequeno grupo viajante de Arkhan fosse atacado. Mesmo em desvantagem numérica, o grupo do príncipe conseguiu vencê-los. Apenas um Orc continuava a lutar, mesmo bastante ferido. Valandil e Rimerov iriam matá-lo, mas Arkhan os impede, pois eles estariam se assemelhando aos inimigos atacando um oponente em desvantagem e desarmado. O Orc fica surpreso por receber tal tratamento, e passa a respeitar Arkhan. Assim o grupo conhece Gruurf, o Orc, que mudou de lado após conhecer Arkhan.
O quarteto, após ter conseguido o apoio de muitas pessoas e dos Anões, parte para Fartuan em busca das Gemas da Tempestade.

O CONTRA ATAQUE


Arkhan usou um plano arriscado. Com apenas sua comitiva formada por Valandil, Rimerov, Gruurf e ele mesmo, invadem Fartuan e se deixam prender. Era apenas uma distração. Do lado de fora, um grupo de soldados rebeldes começam o ataque surpresa, e no caos Arkhan usa uma arma escondida para escapar da prisão, libertar seus companheiros e seguir até o tesouro real. Lá, eles encontram a masmorra escondida, passam por suas defesas e encontram as Gemas da Tempestade. Com elas, conseguem tomar o controle do castelo de Fartuan e fazendo do reino o primeiro a ser libertado.
Muitas batalhas se seguiram, e em cada uma delas o quarteto de Arkhan ganhava fama e prestígio. Era um grupo formado por diferentes raças, dando um sentido de união entre todos. Montando um grande exército, Boldur confrontou o exército de Arkhan na lendária Batalha de Fhandor. Apesar de Arkhan ter reunido um grande exército, Boldur levava vantagem. Mas um reforço inesperado dos Elfos ajudou para que as tropas de Boldur começassem a perder. No centro da Batalha, Arkhan e Boldur duelavam. Estranhamente, Boldur não parecia tão velho quanto deveria. A força do Cetro de Boldur confrontou a gema do trovão que Arkhan usava. Por fim, uma grande explosão elétrica acontece, e no fim Arkhan estava de pé diante do corpo sem vida de Boldur. Depois dessa batalha, o Império Negro chegava a um fim.

CONSEQUÊNCIAS

A Era do Império Negro foi um divisor de águas para as futuras gerações. Arkhan escondeu as gemas novamente, para que nunca mais fossem encontradas. Os Orcs e Drows foram banidos e viraram foras da lei.

Consequências positivas: As raças começaram a deixar de guerrear entre si. Apesar de ainda guardarem animosidade entre si, Elfos e Anões passaram a se respeitar. Surge no cenário mundial a figura do paladino, dos magisters, e a esperança foi restaurada.

Consequências negativas: Serdas deixou de existir, e seu povo fora praticamente extinto. Os deuses perderam seu valor para a humanidade, e foram abandonados pela maioria. A marca da dor que o Império Negro deixou nunca foi esquecida. Muitos tesouros que Boldur pilhou nunca mais foram encontrados.

Fim.
avatar
Admin
Admin

Data de inscrição : 21/11/2013
Mensagens : 463
Pontos : 555
Reputação : 1
Localização : Goiânia - GO

http://jogoseafins.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum